Saudação aos Pretos e Pretas Velhos
O dia treze de maio é um dia muito especial!
A história do Brasil é marcada desde o seu descobrimento e sua
colonização por eventos que trouxeram em seus respectivos
acontecimentos, fatos marcantes , envolvendo o misticismo, a
espiritualidade, a fé e os ensinos Cristãos.
Entre estes fatos, um, foi decisivo na formação de nossa futura etnia,
de nossos costumes, crenças e religiosidade. Aqui chegaram trazidos como
escravos, homens e mulheres, de cor negra, fortes e acima de tudo aptos
para os trabalhos que se faziam necessários ao desenvolvimento
colonial.
Acorrentados, amontoados como animais, maltratados, judiados, escravizados! Ao mesmo tempo, libertários, inteligentes, bravos!
Em meio a transtornos, fugas e adaptação. Este povo jamais foi servil!
Acreditavam em um único Deus, - Obatalá, Olorum, ou Zambi. Entendiam a lei do amor, conheciam a essência pura da liberdade!
O tempo passou!
Hoje felizes no mundo espiritual estas almas pioneiras, nos devolvem
com desvelado amor, sábias instruções e notáveis exemplos de doação e
generosidade! Viva a liberdade! Salve os nossos Queridos Pretos Velhos!
Viva o Amor!
Viva a Humildade, espelhada pela Simplicidade, pela Luz que derramam
em forma de Esperança, Amparo e Proteção aos filhos de Fé! Salve O Pai
João e a Mãe Maria! Salve O Pai Benedito! Salve O Pai Joaquim de Angola!
Salve a Vovó Maria Conga! Salve O Pai João da Calunga! Salve Nega
Quitéria, Salve Vovó Cambinda...
Salve Todos Os Pretos Velhos!
Que o Grande Criador do Universo, continue a prodigalizar as bênçãos
que, tão abundantemente nos tem contemplado, através de Vós!
Pretos Velhos Queridos !
Pretos-velhos são espíritos que se apresentam em corpo fluídico de
velhos africanos que viveram nas senzalas, majoritariamente como
escravos que morreram no tronco ou de velhice, e que adoram contar as
histórias do tempo do cativeiro. Sábios, ternos e pacientes, dão o amor,
a fé e a esperança aos "seus filhos".

São entidades
desencarnadas que tiveram pela sua idade avançada, o poder e o segredo
de viver longamente através da sua sabedoria, apesar da rudeza do
cativeiro demonstram fé para suportar as amarguras da vida,
consequentemente são espíritos guias de elevada sabedoria geralmente
ligados à Confraria da Estrela Azulada dentro da Doutrina Umbandista do
Tríplice Caminho (AUMBANDHAM - alegria e pureza + fortaleza e atividade +
sabedoria e humildade), trazendo esperança e quietude aos anseios da
consulência que os procuram para amenizar suas dores, ligados a vibração
de Omolu, são mandingueiros poderosos, com seu olhar prescrutador
sentado em seu banquinho, fumando seu cachimbo, benzendo com seu ramo de
arruda,rezando com seu terço e aspergindo sua água fluidificada,
demandam contra o baixo astral e suas baforadas são para limpeza e
harmonização das vibrações de seus médiuns e de consulentes. Muitas
vezes se utilizam de outros benzimentos, como os utilizados pelo Pai
José de Angola, que se utiliza de um preparado de "guiné" (pedaços de
caule em infusão com cachaça) que coloca nas mãos dos consulentes e
solicita que os mesmos passem na testa e nuca, enquanto fazem os seus
pedidos mentalmente; utiliza-se também de vinho moscatel, com o que
constantemente brinda com seus "filhos" em nome da vitória que está por
vir.
São
os Mestres da sabedoria e da humildade. Através de suas várias
experiências, em inúmeras vidas, entenderam que somente o Amor constrói e
une a todos, que a matéria nos permite existir e vivenciar fatos e
sensações, mas que a mesma não existe por si só, nós é que a criamos
para estas experiências, e que a realidade é o espírito. Com humildade,
apesar de imensa sabedoria, nos auxiliam nesta busca, com conselhos e
vibrações de amor incondicional. Também são Mestres dos elementos da
natureza, a qual utilizam em seus benzimentos.
Os Pretos Velhos: Os espíritos da humildade, sabedoria e paciência.
Os
Pretos Velhos são entidades cultuadas pelas religiões afro-brasileiras,
em especial a Umbanda. Nos trabalhos espirituais desta religião, os
médiuns incorporam entidades que possuem níveis de evolução e arquétipos
próprios. Estas se dividem em três níveis:
As Crianças – chamadas eres, ou ibejis, representam a pureza, a inocência, daí sua característica infantil.
Os
Caboclos – onde se incluem os Boiadeiros, Caboclos e Caboclas,
representam a força, a coragem, portanto apresentam a forma do adulto,
do herói, do guerreiro, do índio ou soldado.

Os Pretos
Velhos – incluem os Tios e Tias, Pais e Mães, Avôs e Avós todos com a
forma do idoso, do senhor de idade, do escravo. Sua forma idosa
representa a sabedoria, o conhecimento, a fé. A sua característica de
ex-escravo passa a simplicidade, a humildade, a benevolência e a crença
no “poder maior”, no Divino.
A grande
maioria dos terreiros de Umbanda, assim também suas entidades possuem a
fé Cristã, ou seja, acreditam e cultuam Oxala(no sincretismo com o
catolicismo, Jesus). Entidades aqui tomada no sentido de espíritos que
auxiliam aos encarnados, o mesmo que guia de luz.
A
característica desta linha seria o conselho, a orientação aos
consulentes devido a elevação espiritual de tais entidades, são como
psicólogos, receitam auxílios, remédios e tratamentos caseiros para os
males do corpo e da alma.
Os Pretos Velhos seriam as
entidades mais conhecidas nacionalmente, mesmo por leigos que só ouviram
falar destas religiões Afro-Brasileiras. O Preto Velho é lembrado
também pelo instrumento que normalmente utiliza, o cachimbo.
Os
nomes de alguns Pretos Velhos comuns de que se tem notícia são Pai
João, Pai Joaquim de Angola, Pai José de Angola, Pai Francisco, Vovó
Maria Conga, Vovó Catarina. Pai Jacó, Pai Benedito, Pai Anastácio, Pai
Jorge, Pai Luís, Mãe Maria, Mãe Cambina, Mãe Sete Serras, Mãe Cristina,
Mãe Mariana, Maria Conga, Vovó Rita, Vovó Joana dentre outros.
Na
Umbanda os Pretos Velhos são homenageados no dia 13 de maio, data que
foi assinada a Lei Áurea, a abolição da escravatura no Brasil.
Os
pontos servem para saudar a presença das entidades, firmar sua força
durante os trabalhos espirituais e envolver a todos presentes, mas
principalmente aos médius de incorporação, como uma harmonia a ajudá-los
a se desligarem para que esta ocorra.

A
linha de Preto Velho, na Umbanda, são entidades que se apresentam
estereotipados como anciãos negros conhecedores profundos da magia
Divina e manipulação de ervas, o qual aplicam frequentemente em sua
atuação na Umbanda, porém no Candomblé são considerados Eguns.
Crê-se
que em referência à dor e aflição sofrida pelo povo negro (período de
trevas no território brasileiro), a linha de preto velho reflete a
humildade, a paciência e a perseverança característica da atuação da
linha nominada de Yorima, cujo apresenta-se de pés no chão, cachimbo de
barro bem rústico, quando não cigarro de palha, café, e um fio de contas
de rosários (Lágrima de Nossa Senhora) e cruzes, figas e breves os
quais utilizam magisticamente em sua atuação astral.
Os
pretos velhos apresentam-se com nomes de individualizam sua atuação,
conforme nação ou orixá regente, evidenciando sua atuação propriamente
dita.
Os nomes comumente usados são:
Pai Joaquim;
Pai Francisco;
Pai Maneco de Aruanda;
Pai João;
Pai José;
Pai Mané;
Pai Antônio;
Pai Roberto;
Pai Cipriano;
Pai Tomaz;
Pai Jobim;
Pai Roberto;
Pai Guiné;
Pai Jacó;
Pai Benedito;
Velho Liberato
Rei Congo
ou femininos:
Vó Cambinda;
Vó Cecília;
Vó Maria Conga;
Vó Catarina;
Vó Ana;
Vó Quitéria;
Vó Benedita;
Vó Cambinda;
Vó Minerva;
Tia Luiza;
Em
sua linha de atuação eles apresentam-se pelos seguintes codinomes,
conforme acontecia na época da escravidão, onde os negros eram nominados
de acordo com a região de onde vieram:
Congo_ Ex: (Pai Francisco do Congo), refere-se a pretos velhos ativos na linha de Iansã;

Aruanda_ Ex: (Pai Francisco de Aruanda), refere-se a pretos velhos ativos na linha de Oxalá. (OBS: Aruanda quer dizer céu);
D´Angola_ Ex: (Pai Francisco D´Angola), refere-se a pretos velhos ativos na linha de Ogum;
Matas_ Ex: (Pai Francisco das Matas), refere-se a pretos velhos ativos na linha de Oxóssi;
Calunga,
Cemitério ou das Almas_ Ex: (Pai Francisco da Calunga, Pai Francisco do
Cemitério ou Pai Francisco das Almas), refere-se a pretos velhos ativos
na linha de Omolu/ Obaluayê;
Entre diversas outras nominações tais como: _Guiné, Moçambique, da Serra, da Bahia, etc...
Muitos
Pretos Velhos podem apresentar-se como Tio, Tia, Pai, Mãe, Vó ou Vô,
porém todos são Pretos Velhos. Na gira eles só comem o que for feito de
milho como por exemplo:
Bolo de milho, pamonha, cural e etc.
"AS SETE LÁGRIMAS DE UM PRETO VELHO".
Num
cantinho de um terreiro, sentado num banquinho, fumando o seu cachimbo
um triste Preto Velho chorava. De seus olhos molhados, esquisitas
lágrimas desciam-lhe pela face e... Foram sete.
A
Primeira... A estes indiferentes que vem no Terreiro em busca de
distração, para saírem ironizando aquilo que suas mentes ofuscadas não
podem conceber;
A Segunda... A esses eternos duvidosos
que acreditam, desacreditando, na expectativa de um milagre que os façam
alcançar aquilo que seus próprios merecimentos negam;
A Terceira... Aos maus, aqueles que somente procuram a umbanda em busca de vingança, desejando sempre prejudicar ao semelhante;

A
Quarta... Aos frios e calculistas, que sabem que existe uma força
espiritual e procuram beneficiar-se dela de qualquer forma, e não
conhecem a palavra gratidão;
A Quinta... Chega suave,
tem o sorriso, o elogio da flor dos lábios, mas se olharem bem seu
semblantes verão escrito: creio na Umbanda, nos teus Caboclos e no teu
Zambi, mas somente se resolverem o meu caso ou me curarem disto ou
daquilo;
A Sexta... Aos fúteis, que vão de centro em
centro, não acreditando em nada, buscam aconchego, conchavos e seus
olhos revelam um interesse diferente;
A Sétima... Como
foi grande e como deslizou pesada! Foi à última lágrima, aquela que vive
nos olhos de todos os Orixás. Aos médiuns vaidosos (as), que só
aparecem no Centro em dia de festa e faltam as doutrinas. Esquecem que
existem tantos irmãos precisando de caridade e tantas criancinhas
precisando de amparo material e espiritual.
ORAÇÃO A PAI BENEDITO DE ARUANDA
Salve São Benedito!
Saravá o Cruzeiro Santo das Almas!
Saravá o bondoso preto-velho de Umbanda Pai Benedito de Aruanda, alma
bendita e abençoada, que um dia nasceu nas terras da velha mãe África.
Suplico a tua força para me desamarrar dessas amarguras que depositaram em minhas costas.
Pai Benedito de Aruanda, fostes um grande rezador e curandeiro;
livravas os infelizes das ganas dos males físicos e espirituais, me
ajude agora e sempre, por onde meus pés cansados caminhar.
Cruza a tua pemba imaculadamente branca, como são teus cabelos,
pedindo o Pai Olorum, Pai Zambi, Pai Oxalá para trazer paz em minha vida
e a angústia do meu coração desaparecer.
Ao fumar o teu cachimbo, tua fumaça faz desenhos no ar, carregando o
medo, a calúnia e tudo o que venha fazer meu coração sofrer.
Oh! Meu Pai Benedito de Aruanda , com tuas ervas reze para abrir meus
caminhos, espantando meus inimigos, os feitiços e as ciladas bem
armadas, me livrando e livrando meu Anjo da Guarda.
Grande preto-velho da seara da Umbanda, vencedor de muitas demandas,
pois nunca vi perder uma parada, me dê às vitórias que preciso.
As Santas Almas te rendem homenagens meu bom preto-velho e as almas
sofredoras como eu, pede a tua luz para clarear quem vive em trevas.
Pai Benedito de Aruanda , a partir de agora, respiro de alívio, pois
sei, que diante desta reza, o meu hoje, o meu amanhã e o meu sempre,
serão de alegria e de muitas felicidades.
Saravá! Ao grande Pai Benedito de Aruanda.
[Alex de Oxóssi]
PRECE POEMA A “PAI BENEDITO DE ARUANDA”
Ronaldo Linares
Meu bondoso Preto-Velho!
Aqui estou de joelhos, agradecido contrito, aguardando sua benção.
Quantas vezes com a alma ferida, com o coração irado, com a mente
entorpecida pela dor da injustiça eu clamava por vingança, e Tu, oculto
lá no fundo do meu Eu, com bondade compassiva me sussurravas ESPERANÇA.
Quantas vezes desejei romper com a humanidade, enfrentar o mal com
maldade, olho por olho, dente por dente, e Tu, escondido em minha mente,
me dizias simplesmente:
” Sei que fere o coração a maldade e a traição, mas, responder com
ofensas, não lhe trará a solução. Pára, pensa, medita e ofereça-lhe o
perdão. Eu também sofri bastante, eu também fui humilhado, eu também me
revoltei, também fui injustiçado.
Das savanas africanas, moço, forte, livre, num instante transformado em
escravo acorrentado, nenhuma oportunidade eu tive. Uma revolta crescente
me envolvia intensamente, por que algo me dizia, que eu nunca mais
veria minha Aruanda de então, não ouviria a passarada, o bramir dos
elefantes, o rugido do leão, minha raça de gigantes que tanto orgulho
tivera, jazia despedaçada, nua, fria, acorrentada num infecto porão.
Um ódio intenso o meu peito atormentava, por que OIÀ não mandava uma
grande tempestade? Que Xangô com seus raios partisse aquela nave
amaldiçoada, que matasse aquela gente, que tão cruel se mostrara, que
até minha pobre mãezinha, tão frágil, já tão velhinha, por maldade
acorrentara. E Iemanjá, onde estava que nossa desgraça não via, nossa
dor não sentia, o seu peito não sangrava? Seus ouvidos não ouviam a
súplica que eu lhe fazia? Se Iemanjá ordenasse, o mar se abriria, as
ondas nos envolveriam; ao meu povo ela daria a desejada esperança, e aos
que nos escravizavam, a necessária vingança.
Porém, nada aconteceu, minha mãezinha não resistiu e morreu; seu corpo
ao mar foi lançado, o meu povo amedrontado, no mercado foi vendido, uns
pra cá, outros pra lá e, como gado, com ferro em brasa marcado.
Onde é que estava Ogum? Que aquela gente não vencia, onde estavam as
suas armas, as suas lanças de guerra? Porém, nada acontecia, e a toda
parte que olha, somente um coisa via… terra.
Terra que sempre exigia mais de nossos corpos suados, de nossos corpos cansados.
Era a senzala, era o tronco, o gato de sete rabos que nos arrancava o
couro, era a lida, era a colheita que para nós era estafa, para o senhor
era ouro.
Quantas vezes, depois que o sol se escondia, lá no fundo da senzala, com
os mais velhos aprendia, que no nosso destino no fim não seria sempre
assim, quantas vezes me disseram que Zambi olhava por mim.
Bem me lembro uma manhã, que o rancor era grande, vi sair da casa
grande, a filha do meu patrão. Ingênua, desprotegida, meu pensamento
voou: eis a hora da vingança, vou matar essa criança, vou vingar a minha
gente, e se por isso morrer, sei que vou morrer contente.
E a pequena caminhava alegre, despreocupada, vinha em minha direção,
como a fera aguarda a caça, eu esperava ansioso, minha hora era chegada.
Eu trazia as mãos suadas, nesse momento odioso, meu coração disparava,
vi o tronco, vi o chicote, vi meu povo sofrendo, apodrecendo, morrendo e
nada mais vi então. Correndo como um possesso, agarrei-a por um braço e
levantei-a do chão.
Porém, para minha surpresa, mal eu ergui a menina, uma serpente ferina,
como se fora o próprio vento, fere o espaço, errando, por minha causa, o
seu bote tão fatal; tudo ocorreu tão de repente, tudo foi de forma tal,
que ali parado eu ficara, olhando a serpente que sumia no matagal.
Depois, com a criança em meus braços, olhei meus punhos de aço que a
deviam matar… olhei seus lindos olhinhos que insistiam em me fitar.
Fez-me um gesto de carinho, eu estava emocionado, não sabia o que falar,
não sabia o que pensar.
Meus pensamentos estavam numa grande confusão, vi a corrente, o tronco,
as minhas mãos que vingavam, vi o chicote, a serpente errando o bote…
senti um aperto no coração, as minhas mãos calejadas pelo machado, pela
enxada, minhas mãos não matariam, não haveria vingança, pois meu Deus
não permitira que morresse essa criança.
Assim o tempo passou, de rapaz forte de antes, bem pouca coisa restou, até que um dia chegou e Benedito acabou…
Mas, do outro lado da morte eu encontrei nova vida, mais longa, muito
mais forte, mais de amor e de perdão, os sofrimentos de outrora já não
importam agora, por que nada foi em vão…
Fomos mártires nessa vida, desta Umbanda tão querida, religião do coração, da paz, do amor, do perdão”.
Pai Ronaldo Antônio Linares, presidente da Federação Umbandista do Grande ABC e responsavel pelo Santuário Nacional da Umbanda
ORAÇÃO DOS PRETOS VELHOS

“Senhor, Nosso Pai, que sois o Poder, a Bondade, a Misericórdia,
olhai por aqueles que acreditam em Vós e esperam por vossa bondade,
poder e misericórdia. Dá Pai, aos que vacilam ao Vosso Poder, na Vossa
Misericórdia e Bondade, a clareza de pensamento e abri-lhes, Senhor, os
olhos para que pratiquem sempre o bem, a caridade para com os outros
dentro da humildade de Vossa Sabedoria, reconhecendo assim a Vossa
Existência, Poder e Misericórdia, bem assim, o Vosso Reino. Senhor,
perdoa aqueles que a escuridão ainda não deixou ver os erros cometidos
na sua passagem terrena. Dá, Senhor, a eles que sofrem a luz de Seu
imenso Amor e da Sua Sabedoria. Que a sua luz nos ilumine neste mundo e
em outros que ainda desconhecemos, e em todos os lugares por onde
passarmos nos proteja. Oh ! Meu Pai Santíssimo !! A nós pecadores,
aceita o nosso arrependimento dos erros que temos cometido. Pai, pela
sua sagrada bondade e paixão, consenti que caminhe até vós pelo caminho
da perfeição. Dá Senhor, orientação perfeita no caminho da virtude,
único caminho pelo qual devemos trilhar. Misericórdia aos nossos
inimigos. Perdão a todos os nossos erros, e que Vossa Bondade não nos
falte hoje e sempre… Amém”.
ORAÇÃO AOS PRETOS VELHOS
Preto Velho
Carreteiro de Oxalá
Bastão bendito de Zâmbi
Mensageiro de Obatalá
Meu pensamento eleva-se ao teu espírito e peço Agô.
Que tuas guias sejam o farol que norteie minha vida,
Que vossa pemba trace o caminho certo para todos os meus atos,
Que vossas palavras, tão cheias de compreensão e bondade, iluminem minha mente e meu coração,
Que teu cajado me ampare em meus tropeços.
Ontem te curvastes aos senhores…
Hoje, ajoelho-me aos teus pés pedindo que intercedas junto a Oxalá por mim e por todos que neste momento clamam por vós.
Maleme e paz sobre meu lar e que a luz divina de Obatalá se estenda pelo mundo,
E que o grito de todos os orixás sejam o sinal de vitória sobre todas as demandas de minha vida.
Maleme as almas.
Maleme para todos os meus inimigos, para que saiam do negrume da vingança
E encontrem fonte fecunda e clara do amor e caridade.
PRECE AOS PRETOS VELHOS
Louvados sejam todos os pretos-velhos.
Louvados sejam vós que formais o santíssimo rosário da Virgem Maria.
Santas Almas Benditas, protetoras de todos aqueles que se encontram em
aflição. A vós recorremos espíritos puros pelos sofrimentos, grandiosos pela
humildade e bem aventurados pelo amor que irradiam, socorre-me pois
encontro-me em aflição.
Concedam-me meus bondosos pretos-velhos a graça de (pede-se a graça
que deseja alcancar) através da vossa intercessão junto a Santa Virgem
Maria, santíssima mãe de Deus e de todos nós.
Dai-me meus pretos-velhos um pouco de vossa humildade, de vosso
amor, e de vossa pureza de pensamentos, para que possa cumprir a minha
missão na Terra, seguindo todos os vossos exemplos de bondade.
Louvadas sejam todas as Santas Almas Benditas.
Tenham piedade de nós.
Assim seja.
ORAÇÃO DOS PRETOS VELHOS
Ao Sagrado Princípio do Todo invocamos, do mais íntimo de nossa
Consciência, em sinal de reverência à Verdade, ao Amor e à Virtude,
propositando cooperar junto às Legiões de Pretos Velhos, Índios, Hindus e
Caboclos, para os serviços que são chamados a desempenhar na Ordem
Doutrinária.
Ao Cristo apelamos, como Diretor Planetário e Senhor dos Sete Escalões
em que se distribui a Humanidade Terrestre, composta de encarnados e
desencarnados, desejando oferecer colaboração eficiente, de caráter
fraterno, em defesa da Verdade e da Justiça, contra aqueles que,
contrariando os Sagrados Objetivos da Vida, se entregam aos atos que
contradizem a Lei de Deus.
Conscientes da integridade da Justiça Divina, afirmamos a mais fiel e
intensa observância dos Mandamentos da Lei, conforme o Divino Exemplo do
Verbo Exemplar, para todos os efeitos invocativos. Acima de
alternativas constituirá barreira contra o Mal, em qualquer sentido em
que se apresente, venha de onde vier, seja contra quem for, conquanto
que, em defesa da Verdade, do Bem e do Bom.
Conseqüentemente, que aos bondosos Pretos Velhos seja dado refletir, em
seus trabalhos, os sábios e santos desígnios daqueles que, traduzindo a
Divina Tutela do Cristo Planetário, assim determinarem das Altas Esferas
da Vida.
Que as legiões de Índios, simples, espontâneas e valorosas, sempre
maravilhosamente ligadas à natureza exuberante, possam agir sob a
direção benévola e rigorosa dos Altos Mentores da Vida Planetária.
Lutando pela Ordem e pelo Bem, pelo progresso no seio do Amor, que
tenham de Deus as graças devidas.
Que às numerosas legiões de Hindus, profundamente ligadas às mais
remotas Civilizações do Planeta, formando portanto nas Altas Cortes da
Hierarquia Terrestre, sejam concedidas pelo Senhor Planetário as devidas
oportunidades, para que forcem, sustentem e imponham a Suprema
Autoridade. Que nesta hora cíclica, em que a Terra transita de uma para
outra Era, as Mentes humanas possam receber os eflúvios da Pureza e da
Sabedoria, a fim de que sintam os Divinos Apelos do Cristo, em favor dos
Santos Desígnios do Pai amantíssimo, que é a divinização de todos os
filhos.
Que as legiões de Caboclos, humildes e bondosos, tão ligadas aos que
peregrinam a encarnação, para efeito de expiações, missões e provas, a
todos possam envolver, proteger e sustentar, desde que se esforcem a bem
da Moral, do Amor, da Revelação, da Sabedoria e da Virtude, pois que,
fora dessa Ordem Doutrinária, não há Evangelho.